Antes da Voice existir, existia uma menina.
Uma menina alegre, que cantava alto acreditando estar fazendo o melhor show do mundo. Uma menina que adorava calçar os sapatos de salto da mãe, desfilar pela casa e sonhar sem limites.
Mas ela aprendeu cedo que cantar incomodava, que aparecer não era bonito, que era melhor não chamar muita atenção.
Também aprendeu que ser diferente podia doer.
Na tentativa de pertencer, começou a esconder partes de si, quando era rejeitada, fazia o que muitas crianças fazem: se recolhia em silêncio e chorava sozinha.
Sem perceber, ali nasceu uma adulta que aprendeu a se adaptar a qualquer ambiente, como um camaleão.
Capaz de sobreviver, pertencer e se ajustar.
Que construiu uma carreira sólida, mas que ainda sentia faltar algo essencial, e cada adaptação deixava um pouco dela para trás.
Ao longo dos anos, foi ficando soterrada sob camadas de histórias, medos, crenças, expectativas e permissões que nunca se deu.
Então começou uma jornada de autoconhecimento.
Mas saber não foi suficiente.
O conhecimento trouxe consciência, mas não trouxe transformação.
Na verdade, por um tempo, trouxe ainda mais angústia.
Porque já sabia quem era, e mesmo assim continuava vivendo distante de si.
Foi então que entendi que não bastava conhecer o caminho.
Eu precisava atravessá-lo.
Atravessei momentos de medo, dúvidas, perdas, encerramentos e recomeços.
Passei pela escuridão da desesperança.
E não existe nada mais desafiador do que caminhar quando não conseguimos enxergar o que existe adiante.
Tomei decisões sem garantias.
Encerrei ciclos.
Comecei outros.
Muitas vezes sem certeza.
Muitas vezes tremendo.
Mas continuei caminhando.
A Voice nasceu dessa travessia.
Nasceu da descoberta de que existe uma voz autêntica dentro de cada pessoa e que, muitas vezes, ela permanece escondida sob as histórias que vivemos e as crenças que carregamos.
Hoje, através do Shiatsu, escrita, palestra, mentoria e escuta, compartilho a experiência da minha própria travessia.
Ao longo do caminho, reencontrei meus dons, meus talentos e minha própria voz. E é desse lugar que caminho ao lado de outras pessoas em seus processos de mudança, transformação e reconexão.
Amar a si mesmo começa por ouvir a própria voz.
A mulher que desmontou a vida, atravessou dores, recomeços, reconstruções, mudanças de carreira, maternidade, separação, escassez e a busca por propósito — transformou essa travessia em Voice.
Essa sou eu.
Bem-vindo(a) à Voice.
