Sente-se no sofazinho, pegue o seu café e bora conversar.

Certa vez li uma reflexão que ficou comigo: será que existe um sentido pronto para todos nós ou será que cada pessoa precisa construir o seu? Tem gente, é claro, que não constrói nada e passa a vida vivendo os sentidos que recebeu de outros.

Essa reflexão foi para mim como se um caminho surgisse, uma nova via para explorar.

Vamos pensar na palavra sentido, o que ela quer nos dizer?

Quando falamos do sentido de vida (caminho) a comparação procura coerência com você, e a resposta vem de dentro com uma busca honesta e sincera.

Ok, vamos colocar de uma forma diferente.

Por exemplo: faz sentido você seguir no caminho que diz Norte, mas  seu objetivo é Oeste?

Veja, a palavra sentido é usada para comparar o caminho com o objetivo, é como se a palavra quisesse validar se há coerência, entre o que você quer e o que está fazendo.

Você olha pro caminho, olha pra dentro de você e busca coerência, busca sentido.

Olha o que apareceu, pensa comigo.

Você está caminhando em direção ao Norte, mas seu objetivo, o que você realmente queria era ir para o Oeste.

Por algum tempo você aguenta.
Depois começa a perguntar: Por que eu estou fazendo isso?
E um dia percebe: Eu não quero mais continuar nesse caminho.

E muitas vezes isso acontece de forma silenciosa, e aos poucos o caminho vai perdendo sentido.

Não precisamos começar sabendo tudo. Às vezes o primeiro sinal de que estamos nos encontrando é perceber que o caminho em que estamos já não faz sentido.

Mas como descobrir qual é o seu Oeste?

Talvez não saibamos imediatamente qual é o Oeste, e isso é muito humano.

Às vezes não temos clareza sobre o que queremos, mas temos uma percepção cada vez mais nítida de que aquilo não sou eu. E talvez o autoconhecimento comece justamente aí.

Se queremos entender quem somos hoje, bora voltar para quando ainda estávamos descobrindo o mundo.

Qual a sua lembrança de se sentir feliz? A memória mais antiga, o que você estava fazendo?  

Qual a sua lembrança de sentir tristeza? A memória mais antiga, o que houve?

Sabe o termo “fio da meada”? As respostas a estas perguntas são o fio da meada.

Bem-vindo ao seu universo, não tenha medo, respira fundo, com calma, escrever vai te ajudar.

Esse processo é seu, eu só estou aqui para acender a luz.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *